O que é a música, então, um amigo me pergunta hoje pela manhã.
Respondo-lhe calmamente: A música é uma harmonia de números.
Sim, seja matemático ou seja músico, cada nota tocada é apenas uma nota dentro de um infinito conjunto de tantas nuances e outras notas.
Música não é o que se ouve, mas sim o que se sente quando cada mínima frequência é sentida pelo tímpano.
Um tambor, uma flauta, uma guitarra, um cravo… cada instrumento tem a sua característica, assim como seu dono. Quando surge um talento, este deve ser explorado e trabalhado à exeustão completa. Deve-se tirar tudo o que for possível de cada pressionar de dedos, de cada assopro, de cada movimento e suor.
Julgam uma música pela letra, por uma parte que destoou do conjunto, pelo detalhe da gravação. A cabeça das pessoas só entende aquilo que lhe é jogado alí, morto e plastificado, não há o saber por trás do julgamento. Não há sequer um julgamento, apenas um preconceito.
Alguém se perguntou o contexto? Aliás, o que o contexto tem a ver com a melodia, o arranjo, a letra? Não pensam no sentimento do artista, não se importam com aonde ele mora, onde vive, o que faz, não conhecem a realidade daquele artista. Por mais patética que seja, a música não é uma representação ignóbil de uma mente vazia. Não, quem escreve uma música teve algo a dizer, quis mostrar ao mundo o seu sentimento naquele exato momento.
Músicas imortais são de sentimentos imortais. São sensações atemporais que se traduziram em frequências sobre o papel, em forma de pontos e pautas.
Música é a representação do sentimento, que junto com a poesia e a filosofia, dão sentido a vida.
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