Skip to Content

Da alteração nas categorias dos posts

Written on dezembro 27, 2011 at 3:17, by

Bom, organizei melhor as categorias do blog pelo simples motivo de estar postando textos que se encaixavam em duas ou até mais categorias.

“Life” engloba “Sobre a vida” e “política???”, afinal o ser humano é um ser político, por natureza.

“Musical Life” englobou “Filmes e games” e se tornou “Música e arte”.

Como não estou mais no colegial, “Escola” e “Universilife” passaram a ser um mero “Estudante”.

“Handmaker” ainda engloba tudo o que for discutido sobre eletrônica, elétrica e afins, porém com o antigo conteúdo de “Tecnologia”.

Filhos da morte burra

Written on dezembro 27, 2011 at 3:02, by

Ouvi por acaso a música “Ensaio sobre a cegueira”, disco “O Retorno de Saturno” do Detonautas, e resolvi postar aqui o poema de Edu Plachêz, que é recitado ao final da música. Mais do que uma mera constatação da realidade, é uma crítica voraz e ainda em voga, mesmo o disco sendo lançado em 2008. O cenário social do país não mudou nenhum pouco… pense e reaja!

Jovens
sem nenhuma utopia
caminham tensos pelas ruas de suas casas velhas sem nenhuma luz,
sem nenhuma luz de Fernando Pessoa;
fechados nas sexuais telas da impotência
se masturbam contemplando corpos em decomposição

Norte de minha Fé,
onde estavam o beija-flor e o arco-íris na hora do nascimento dessas criaturas?

Eu entrando na virtuosa idade e eles entrando em idade nenhuma
Quantos raios de flor restam nos corredores dos céus de vossas bocas?
Quais nascentes clamam por seus nomes?

Os filhos da morte burra cheiram o branco pó da anemia,
esqueceram que um dia tocaram na poesia da transgressão
em pleno ventre de suas esquecidas mães;
esqueceram de colar o ouvido ao chão
para ouvir as ternas batidas do coração das borboletas

Os filhos da morte burra,
jamais levantam uma folha para contemplarem o labor dos insetos;
jamais ergueram uma taça de orvalho brindando a vigorosa lua;
Os filhos da morte burra,
desconhecem ou nunca ouviram falar em iluminação;
abrem a boca apenas para vomitar

 

Ainda sobre música

Written on dezembro 6, 2011 at 11:36, by

Lembra-se do último post, aquele que eu falava sobre o que é a música, na minha opinião?

Hoje quero tentar discutir um conceito um tanto polêmico: essa mania de querer ter o som de tal artista, tal banda.

 

Não podemos negar que somos influenciados o tempo todo por algum artista. Temos afinidade com certo estilo musical, ouvimos a discografia inteira de certa banda, mas isso não significa que se deva ficar restrito a esse universo musical.

Algumas bandas me procuraram para gravar e queriam que “a gravação ficasse igual a de X”. Por motivos éticos eu não cai na gargalhada… Primeiro por aquele som que eles buscavam é o chamado “som de um milhão de dólares”, a gravação foi feita com uma mesa de no mínimo R$400.000,00, com compressores de R$10.000,00 a parcela e microfones baratos de R$5.000,00. Segundo pela infantilidade da banda, que era traduzida também nas músicas deles.

É comum se inspirar em ídolos, e não há problemas nisso. O problema está em querer ter o som igual ao dele, ter o mesmo equipamento e tocar as mesmas músicas. O problema é querer ser mais um, porém o melhor dos mais um, e não se destacar por mérito próprio. Eu não gostaria e nem quero ser lembrado como “o baixista que tocava igual ao Flea, ao Lemmy, ao Jaco, Miller, Wooten…”.

Inclusive o que me inspirou a escrever esse post foi justamente uma citação a Eddie Van Halen (que li em um lugar muito inusitado):

Uma vez, Ted Nugent veio ver nossa passagem de som e quis experimentar o meu equipamento. Eu disse: Tudo bem, vá em frente! O som que saiu foi o do Ted Nugent. Ou seja, não importa muito qual equipamento você está usando. O seu som está nos seus dedos e na sua cabeça.

E então, o que você procura: O seu som, sua luta, seu suor, ou simplesmente o equipamento?

 

Lembrando que o equipamento de Eddie Van Halen era, basicamente, um pedaço de ripa com um flanger, phaser e uma unidade de reverb barata, todos presos com fita isolante…

O que é música?

Written on novembro 10, 2011 at 19:10, by

O que é a música, então, um amigo me pergunta hoje pela manhã.

Respondo-lhe calmamente: A música é uma harmonia de números.

Sim, seja matemático ou seja músico, cada nota tocada é apenas uma nota dentro de um infinito conjunto de tantas nuances e outras notas.

Música não é o que se ouve, mas sim o que se sente quando cada mínima frequência é sentida pelo tímpano.

Um tambor, uma flauta, uma guitarra, um cravo… cada instrumento tem a sua característica, assim como seu dono. Quando surge um talento, este deve ser explorado e trabalhado à exeustão completa. Deve-se tirar tudo o que for possível de cada pressionar de dedos, de cada assopro, de cada movimento e suor.

Julgam uma música pela letra, por uma parte que destoou do conjunto, pelo detalhe da gravação. A cabeça das pessoas só entende aquilo que lhe é jogado alí, morto e plastificado, não há o saber por trás do julgamento. Não há sequer um julgamento, apenas um preconceito.

Alguém se perguntou o contexto? Aliás, o que o contexto tem a ver com a melodia, o arranjo, a letra? Não pensam no sentimento do artista, não se importam com aonde ele mora, onde vive, o que faz, não conhecem a realidade daquele artista. Por mais patética que seja, a música não é uma representação ignóbil de uma mente vazia. Não, quem escreve uma música teve algo a dizer, quis mostrar ao mundo o seu sentimento naquele exato momento.

 

Músicas imortais são de sentimentos imortais. São sensações atemporais que se traduziram em frequências sobre o papel, em forma de pontos e pautas.

Música é a representação do sentimento, que junto com a poesia e a filosofia, dão sentido a vida.

ENEM 2011

Written on novembro 1, 2011 at 13:31, by

Texto introdutório: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,mec-volta-atras-e-nao-vai-recorrer-das-questoes-anuladas,793313,0.htm

ENEM

E NEM em 2011 esse exame fica livre de fraudes...

Mais um ano e mais uma mostra da falta de poder de organização do INEP. Há três anos o ENEM foi reformulado e desde então sofre todos os tipos de crítica possíveis. Mas (penso) deve ter reparado na outra face da história.

O modelo de vestibulares, desde que surgiram no país, sempre foram criticados pela forma de seleção dos estudantes. O ENEM espalha as vagas por todo o país para quem quer cursar o ensino superior, e desta forma evita que faltem vagas em uma região e sobrem em outras. Dentro desse contexto o Exame não falha.

A questão do vazamento de questões não deveria ser tão grave, visto que ninguém processa a Loterias Caixa quando o número 42 aparece em 3 sorteios seguidos, ou quando o sorteio do consórcio te contempla com a última parcela. As questões da prova vem de um banco de questões, que podem perfeitamente ser repetidas…

Há três anos que é no Ceará que há esse problema de fraudes na prova. Verifique em jornais de 2009 e 2010.

E uma terceira hipótese, que soa mais como conspiração, é a de que muitos estudantes do sul e sudeste estão migrando para o nordeste, conhecido pelos chamados currais eleitorais desde a proclamação da República. Está se dirigindo a essa região massa crítica com uma visão completamente diferente de um estudante local.

 

Agora, cancelar as 13 questões para todos os estudantes do país? Onde está a isonomia disso? Oras, posso perfeitamente ter sido lesado pela anulação destas questões: meu concorrente errou todas, porém eu havia acertado, logo estamos empatados.

Sinceramente fico triste com o rumo que a educação leva. Para não derrubar mais um ministro do planalto, 4 milhões de pessoas são lesadas. Por causa de um colégio, o único que teve a sorte de encontrar as mesmas questões, esses mesmos 4 milhões serão lesados.

 

Um país de todos? Um país rico é um país JUSTO.

16 Dicas Para Simplificar Sua Vida (e Aumentar Sua Produtividade)

Written on outubro 14, 2011 at 21:02, by

Esta é uma tradução do texto original de Tom Basson.

 

Alguém disse uma vez que “é preciso ser um gênio para viver uma vida simples” e eu concordo plenamente. Neste mundo de “distrações dramáticas” e excesso de informações é muito fácil de se ver sobrecarregado, perder o foco e perder as coisas que realmente importam. Aqui estão 16 dicas que eu aprendi com outros líderes, blogs e livros, e venho tentando aplicá-las na minha vida para descomplicar e ter maior controle sobre como eu gasto meu tempo.

  1. Desligue todos os seus equipamentos tecnológicos por uma hora durante o dia e foque-se em fazer o seu trabalho mais importante.
  2. A primeira coisa a se fazer de manhã NÃO é conferir os seus emails (essa dica em particular mudou minha vida!)
  3. Comece seu dia com exercícios. (ou melhor, aprenda a surfar – não há forma melhor de começar o dia!)
  4. Seja obediente aos sábados! (isso significa aprender como descansar de verdade, tirando um dia inteiro na semana como descanso.)
  5. Aprenda a dizer não.
  6. Planeje a sua semana. (eu gasto 10 minutos todo domingo a tarde olhando o meu diário na semana que está começando e planejo os horários para trabalho, desncanso, exercícios, encontros, etc. Isso me ajuda a manter o foco no que é importante no momento e a dizer não ao que não importa.)
  7. Não atenta o telefone toda vez que ele tocar.
  8. Acorde cedo.
  9. Durma cedo.
  10. Tenha um bom e saudável café da manhã.
  11. Limpe o seu armário. Se livre de todas as coisas que nunca usou ou não usa.
  12. Pare de assistir TV. Ou pelo menos limite esse hábito a uma hora diária. (Jess e eu não tivemos uma TV durante 6 anos após nos casar. Quando você não tem, você não sente falta.)
  13. Tenha certeza que planejou uma pausa num feriado ao menos uma vez ao ano. (Eu acho que 10 dias devem ser suficientes para uma completa regeneração.)
  14. Aprenda a proteger o seu tempo. Pesquisas dizem que trabalhadores são interrompidos a cada 11 minutos. Distrações destroem a produtividade e complicam a sua vida.
  15. Faça uso do serviço de internet banking. (N.T.: Ainda mais com tantas paralisações e demoras no atendimento pessoal.)
  16. Use o Evernote. Sério, é um software incrível!

No final das contas, é tudo sobre prioridades. Sobre decidir o que realmente importa e, como Stephen Covey diz, “as primeiras coisas em primeiro lugar!”! E assim, como você simplifica sua vida, você aumenta sua produtividade e concede um maior senso de propósitos, e que isso traga a você liberdade e paz.

Situação Hipotética #1

Written on outubro 12, 2011 at 0:05, by

Uma aula, num dia qualquer.

Prof.: Então, o exercício pede a intensidade sonora que vocês devem calcular em “dê-bê” (dB). Quem tem a resposta?

Aluno: Professor, o resultado é ” 62 decibéis”.

Prof.: O valor numérico está certo, mas o correto é “decibels” pois a unidade vem do Graham Bell.

Aluno: Pra quem fala “jáule” até que o senhor é bem inteligente…

 

Ah, pobre aluno… pobre professor…

Trânsito Nervoso

Written on outubro 2, 2011 at 21:53, by

    Uma característica humana, talvez a que mais se espera de um, é a socialização. Somos seres totalmente dependentes de uma estrutura social, mas em certas ocasiões, como no trânsito, essa característica é posta à prova.

    Tomemos como exemplo um cidadão que economiza seu salário durante anos para adquirir um veículo próprio. Ele então o faz, porém muitos outros trabalhadores o fazem todos os dias, deixando de lado o transporte coletivo. O resultado é o aumento do número de veículos circulando nas ruas e também dos problemas do trânsito, como o estresse a níveis patológicos.

    Esse nível elevado de estresse faz com que os motoristas busquem alternativas nos seus caminhos que incluem muitas vezes infrações, podendo acarretar acidentes. Isso tudo é gerado pelo simples prazer (ou poder) de estar conduzindo o seu veículo cotidianamente. O fato é que pessoas morrem por puro luxo (ou egoísmo) e por estarem na hora e local errados. Sem contar quando há brigas por causa de acidentes leves, podendo levar a agressões e a homicídios.

    Não se podem evitar os muitos acidentes de trânsito com campanhas educativas sobre a condução segura enquanto o condutor estiver sob forte estresse. Esse mal só pode ser evitado ampliando a estrutura viária de modo a acomodar o tráfego adequadamente ou então melhorar a qualidade do precário transporte coletivo, de forma que as pessoas não mais o evitem nem que seja sinônimo de pobreza. Assim minimizaríamos os congestionamentos e ganharemos alguns momentos a mais para cuidar de assuntos mais importantes que o trânsito.

    

Jornada Casa-Universidade

Written on agosto 30, 2011 at 16:55, by

Bem, fiz o trajeto de ida e volta nesse final de semana.

Até que foi agradável, tirando a má vontade dos trabalhadores do setor rodoviário…

 

CP – Araraquara: 23h20 ~ 05h30

Espera na rodoviária: 05h30 ~06h30

Vale a pena pelo nascer do sol, acreditem…

 

 

 

 

 

 

 

Araraquara – Catanduva: 06h30 ~ 08h30

Seis e meia da manhã…

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Valeu a pena, principalmente pelo showzão do sábado: MATANZA.
Bati a foto com a câmera do celular, então a qualidade não está muito grande…

 

 

 

 

 

O caminho de volta vou um pouco mais tortuoso: saí de araraquara 22h30 e cheguei em CP por volta de 04h00. Não se encontra uma alma viva na rua a esse horário, tampouco um táxi ou mototáxi. Dá-lhe mais uma espera de meia hora…

 

A Jornada

Written on agosto 25, 2011 at 23:38, by

Indo e Vindo

Esse post é a introdução a série de posts sobre a vida de universitário, de quem abre mão de seu lar e de sua família para estudar numa universidade pública fora de sua cidade. Essa foi uma ideia dada por um amigo, Julio Buzanelli, que sugeriu durante uma aula complexa de Física 2 (basicamente termodinâmica).

 

Para começar, vou explicar o meu caso, caso já não o conheça a partir deste post.

Neste ano comecei o meu terceiro grau na UTFPR, campus Cornélio Procópio, no curso de Engenharia Elétrica. A cidade está distante uns 350km de Catanduva, cidade onde “moro”. Por rodovia a distância mais curta e sem pedágios é de 374km.

A distância nem é tão grande; o problema é a forma de tranporte.

Suponhamos um carro que faça 10km de gasolina (para o cálculo vamos jogar o preço da gasolina a R$3,00), que percorra essa distância a uma média de 100km/h. Jogando a distância para 380km, temos um consumo de 38 litros de gasolina, totalizando R$114,00 e cerca de 4 horas para cada viagem. Um final de semana em casa custaria, então, R$228,00 e 8 horas dentro do carro.

Obviamente esta opção é muito mais vantajosa quando se viaja em 4 pessoas, custando o final de semana R$57,00 por pessoa. Bem melhor, certo?

 

Mas como a minha realidade é diferente tenho que me utilizar, além das mesmas caronas do exemplo anterior, do serviço de ônibus. E aí é que mora o meu verdadeiro problema: não há linha de ônibus que faça o trajeto CP-CAT. Tenho então duas opções “viáveis”:

  • O mais caro e demorado
    Nessa opção tenho que pegar um ônibus de CP a Londrina, cerca de R$18,00 e uma hora e meia. Depois de esperar uma hora na rodoviária, chega a hora de encarar a linha Londrina-Catanduva, mais oito horas e R$81,00.
    Resultado: Quase 11h de viagem e R$100,00. O final de semana fica curto e caro.
  • O mais barato e rápido
    Por mais incrível que pareça, essa opção é a mais barata e rápida que encontrei no meio dos itinerários de rodoviárias. Pego o ônibus da linha Maringá-Ribeirão Preto para ir de CP a Araraquara, cerca de 6h e R$50,00. Depois espero uma hora na rodoviária e pego o primeiro ônibus do dia que passa por Catanduva, mais uma hora e meia e R$20,00.
    Resultado: 8h30 e R$70,00 a viagem. O final de semana parece ser mais agradável, mas ainda assim fica apertado.

Nos próximos posts dessa série vou tentar mostrar a rota que faço para chegar em casa e tentar passar essa sensação de “estujante”.

E espero que em breve consiga minha habilitação e um carro que faça 10km/l, assim pelo menos um assunto será facilitado nessa jornada.

On the road again!